29/09/2012


                   Panorama das 12 tribos de Israel.
Introdução.
 Em toda Bíblia, ouvimos falar muito sobre as doze tribos de Israel. Mas quem são essas tribos? De onde elas surgiram? O que representam Biblicamente? É fato que as doze tribos têm um valor imenso na trajetória da nação eleita por Deus. Por isso, passemos a analisar e conhecer melhor as tribos de Israel.
1. Tribos de Ruben, Simeão e Levi.

  Jacó profetizou para seus filhos Ruben, Simeão e Levi. Foram mencionados fatos históricos destes filhos que geraram alegrias e mágoas escondidas na sua despedida.
1.1. A Tribo de Ruben
  O primogênito de Lia destacava-se entre seus irmãos. Mas ele perdeu seus direitos naturais. Seu lugar de primogênito favorecido foi dado a José. Seus privilégios de sacerdote seriam passados a Levi. Seu direito de ser o chefe das tribos de Israel, isto é, seus direitos reais, seriam de Judá. Assim Ruben, dotado de dignidade, direitos de primogenitura e superioridade natural, perderia o direito a todo e qualquer lugar de poder e influência por causa da instabilidade do seu caráter. Seu in-descritível pecado com Bila deu evidência de uma fraqueza moral que significa ruína. Suas paixões incon-troladas (impetuoso como as águas) foram descritas na expressão hebraica, "água sem repressão jorrando em torrente espumante" (v. 4). Embora capaz de sonhos, planos e boas intenções não se podia contar com ele para a realização dos mesmos.
1.2. As Tribos de Simeão e Levi
O segundo e o terceiro filho de Jacó com Lia, eram irmãos na violência. O velho pai não poderia jamais esquecer o cruel massacre dos  Siquemi-tas. Naquele dia revelaram seu verdadeiro caráter, pois violenta-mente atacaram e destruíram homens que eles desarmaram por meio da estratégia e fraude. Naquela ocasião foram censurados por seu pai. Agora, ao lado do seu leito de morte, tiveram de ouvir as cor-tantes palavras de sua maldição: “Eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel”, (v. 7b). Não teriam território que pudessem chamar de seu, mas seriam dispersos entre as outras tribos. Em Canaã esta maldição foi cumprida: os simeonitas foram engolidos pela tribo de Judá; e os levitas não receberam nenhum território, pois serviram como mi-nistros do santuário e mestres de Is-rael.
1.3.  Levi teve a sorte mudada.
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A sentença acerca de Levi se conver-teria em bênção. Esta tribo realizou um serviço agradável a Deus em seu zelo contra os adoradores do bezer-ro de ouro (Êx 32). Tendo sido separados por Deus como sacerdotes, nesse caráter foram espalhados pela nação de Israel. Levi não teve herança em Israel, mas herdou cidades es-palhadas por todas as tribos, (Js 13.33; 21.1-45)
 A sequência das bênçãos tribais 
  Agora as bênçãos serão direcionadas aos da tribo de Judá, Zebu-lom, Issacar, José (Efraim e Manassés).
2.1.   A Tribo de Judá
 O quarto filho de Jacó com Lia, recebeu o primeiro inqualificável lou-vor do velho patriarca. Levava sobre si a esperança de Israel. Não tendo o direito da primogenitura, nem dignidade excepcional, ou poderes espiri-tuais, sobressairia como o poderoso líder de um povo, que entusiástica-mente haveria de admirá-lo e louvá-lo. A frase, “até que venha Siló”, foi pronunciada por Jacó no meio do quadro profético referente ao lugar de Judá no plano de Deus. Para nós, o fulgor incomum de sua predição está grandemente realçado pelo fato de que desde os tempos antigos tem sido considerada como mensa-gem messiânica. No hebraico poderia ser traduzido, “até que venha Siló”, ou “até que venha aquele a quem ele pertence”. Em ambas as traduções a referência deve ser, pri-meiramente, a Judá, mas em última análise o Messias é Aquele que deve vir. Em outras palavras, a soberania jamais se apartará de Judá, até que venha Aquele que tem o direito de reinar.
2.2.   A Tribo de Zebulom
  O sexto filho de Jacó com Lia, seria colocado em um lugar onde seriam possíveis a atividade comercial e a prosperidade. Isto pode significar que a tribo de Zebulom receberia um território ao longo da costa. Ou, pode significar que a prosperidade seria a herança dos descendentes de Zebulom, por causa de sua proximidade com os fenícios que tinham acesso ilimitado às rotas do comércio. No cântico de Débora (Jz 5) o povo de Zebulom foi sinceramente elogiado por sua valorosa atitude contra Sísera e seu exército.
2.3. A Tribo de Issacar.  
 O quinto filho de Jacó com Lia está representado como um forte aman-te, do descanso e do sossego, como um boi. A palavra hamor, designa a forte besta de carga que se submete ao jugo mortificante, sem se queixar, a fim de poder ficar livre para deitar-se com sossego, com tranqui-lidade e conforto. Jacó estava predizendo que a Tribo de Issacar se submeteria à invasão dos cananitas que lhe colocaria um jugo. Em vez de lutar, os homens desta tribo submissamente se tornariam escravos dos povos da terra. Prefeririam a vergonha e a escravidão em lugar da ação corajosa.
2.4. José (Efraim e Manasses)
  O primeiro filho de Raquel recebeu os mais altos louvores dentre todos os filhos. Um homem de visão, de sonhos, de força moral e espiritual, ele foi um exemplo do melhor que há nas vidas do A.T. Jacó chamou José de ramo frutífero. No hebraico “para” contém um jogo de palavras com o nome de "Efraim". A referência é a uma árvore ou videira que cresce vigorosamente, com a idéia de vitalidade ou juventude. Como resultado de ter sido plantada junto a uma fonte rumorejante, continuaria a crescer e dar fruto. Numa terra seca, a água fazia diferença entre a esterilidade e a fertilidade. A humildade garantia a fertilidade. Uma árvore assim fortalecida podia lançar seus ramos e suas gavinhas sobre o muro, partilhando com o mundo da abundância de seus frutos. Posteriormente, a tribo de José se dividi-ria nas meio-tribos de Efraim e Manassés devido à inclusão dos mesmos na benção de Jacó, (Gn 48.1-22).

3. O restante das tribos


 

  O que Deus fez por meio de Israel tipifica o que ele quer fazer por meio da Igreja. Deus quer que a Igreja seja um instrumento abençoador na ter-ra. Onde houver um salvo aí estará a bênção do Senhor. A incumbência da igreja é cumprir a obra restauradora de Deus. A igreja é o vaso de Deus na sua obra de restauração. Israel deveria ser uma bênção na terra para encaminhar as demais nações ao encontro de Deus e hoje a responsabilidade da Igreja é pregar o Evangelho para que todo o ho-mem tenha conhecimento do Senhor Jesus.
3.1. A Tribo de Dã.
O primeiro filho de Bila seria um forte defensor do seu povo.  Advogaria e ajudaria na luta pela inde-pendência. A tribo seria pequena, mas seria temida pelos vizinhos que tentariam espezinhá-la. Jacó cha-mou Dã de serpente junto ao caminho, que causaria terror e feri-mentos rápidos e fatais. O hebraico “neiheish” significa mais do que uma serpente no gramado, um réptil venenoso com presas fatais. Isto é, Dã seria sobremaneira perigoso aos seus inimigos. Mais tarde, membros da tribo de Dã cumpriram esta palavra com exatidão notável. Depois de algum tempo em seu território original, os danitas mudaram-se pa-ra o norte e ocuparam o extremo norte de Israel. Este povo nunca se distinguiu por seus predicados espirituais. Em 931 a.C. Jeroboão levantou um bezerro de ouro em Dã, para que a adoração pagã fosse fomentada.
3.2.      A Tribo de Gade.
 Foi o primeiro filho de Zilpa, a serva de Lia. O velho patriarca reconheceu que o espírito corajoso e guerreiro de Gade seriam forte ajuda para o seu povo na vida em Canaã. Jacó predisse que Gade precisaria de toda sua astúcia, coragem e persistência na luta, pois seria continuamente molestado por ataques das tribos do deserto. Ele profetizou que Gade seria vitorioso e seria capaz de expulsar o inimigo. Depois da conquista da Palestina, a tribo de Gade ficou localizada a leste do Jordão.
3.3. A Tribo de Aser.
O segundo filho de Zilpa, tem um nome que significa feliz. Jacó o descreveu em um campo fértil, onde o trigo, o vinho e o azeite seriam produzidos em quantidades abun-dantes. Seria próspero e rico. As guloseimas que produziria seriam próprias da mesa de um rei. (Até os reis de Tiro e Sidom haveriam de querê-las.) A tribo de Aser testemunhou o cumprimento desta profecia patriarcal.
3.4. Naftali.
O segundo filho de Bila, demonstraria um notável amor à liberdade; ele era uma gazela solta, disse Jacó. A ilustração descreve um animal selvagem, rápido e gracioso que se deleita com a liberdade das mon-tanhas cobertas de bosques e dos vales abertos. Naftali teria o domínio dos grandes campos de Deus. “Profere palavras formosas” é, talvez, uma referência aos discursos eloquentes e úteis que sairiam da boca dos homens desta tribo. Baraque, por causa do seu valor, veio a ser um dos seus vencedores. Em Jz 5.18 lemos: "Zebulom é povo, que expôs a sua vida à morte, como também Naftali".
3.5. Benjamim.
O filho mais moço de Raquel, carac-terizava-se como um lobo feroz e perigoso que faria grandes estragos. O lobo é alerta e furtivo em seus movimentos. De noite ele entra sorrateiramente entre as ovelhas e foge com a sua presa. O hebraico “teiraf” significa rasgar em tiras. Fala de crueldade selvagem. Os lobos do início da noite podem ser tão selvagens e destruidores como àqueles da madrugada. Em qualquer momento estão prontos para os ferozes negócios do comportamento desumano. Eúde, Saul e Jônatas estão entre os descendentes de Benjamim, os quais evidenciaram seus poderes guerreiros. Os homens desta tribo tornaram-se famosos pelos seus arqueiros e seus lanceiros, ( Jz. 5.14; 20.16).
Conclusão
 

 Salmos, capítulo 119 e verso 105 nos diz: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho”. Estudar e aprender sobre as tribos de Israel é de grande valia para entendermos o plano de Deus para Israel e principalmente a Igreja de cristo. Que o Senhor nos abençõe nesta empreitada.
Questionário
 

1. Cite um dos direitos naturais perdidos por Rúben?
2. Podemos afirmar que a tribo de Dã foi uma tribo idólatra?

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