21/10/2012



                     Simeão, espalhado em Israel.


Introdução
Na lição de hoje, vamos abordar alguns fatos importantes sobre Simeão. Na benção outorgada sobre sua vida, Jacó usa de certa agressividade para com ele e seu irmão Levi, devido a algo terrível praticado por eles. A tribo que leva seu nome desaparece rapidamente na narrativa bíblica. O que aconteceu? Quais ensinamentos podemos tirar da trajetória desta tribo? É o que vamos conferir.
1. Sua trajetória 
1.1. O homem Simeão.
Simeão foi o nome do segundo filho de Lia, uma das mulheres de Jacó, (Gn. 29.33) e significa “audição". Este homem cooperou na terrível empreitada de vender o irmão José para ser escravo no Egito. Outro evento notável em sua vida foi a matança de Siquém, que havia seduzido e violado a irmã dele, Diná (Gn. 34.25-31). Este ato forçou Jacó a mover a família para o sul, para Betel, a fim de evitar a vingança do povo de Siquém. Quando os filhos de Jacó foram ao Egito, buscando grãos em uma época de fome, José, o irmão que havia sido vendido como escravo, mas havia assumido um alto cargo naquele país, reteve Simeão como refém para garantir que, quando os outros retornassem, trouxessem Benjamim, o único irmão germano de José (os únicos dois filhos da favorita Raquel, (Gn 42.-24,26). A família inteira, incluindo Simeão, estabeleceu-se no Egito, a terra da abundância na época, e, assim, a nação de Israel desenvolveu-se naquele local e teve de ser libertada por Moisés de seu primeiro cativeiro. A bênção no leito de morte e o pronunciamento de Jacó sobre Simeão indica que ele era um homem esperto, mas cheio de raiva e crueldade (Gn. 49.5-7).
1.2. A tribo chamada Simeão.
 A tribo chamada Simeão foi formada por descendentes desse homem, idéia negada por liberais e críticos que supõem não haver como indicar um único progenitor para essa ou para qualquer das doze tribos de Israel. De qualquer forma, através da conquista da terra prometida por Israel, foi alocada à tribo de Simeão uma área ao sul que incluía Berseba. O status independente da tribo logo foi perdido, quando ela se mesclou com outras tribos. O censo feito em Números cap. 1 verso 26 mostra que esta tribo perdeu mais de 27 mil membros. A herança dessa tribo foi muito limitada; ela recebeu certas vilas dentro dos limites de Judá (Js. 19.2-9; cf. 15.20-63).
 
 2. Simeão e Levi.
 


 Na distribuição das bençãos que Jácò outorgara a seus filhos, no capítulo de número 49 de Gênesis, vemos que ele usa de muita agressividade para com Simeão e Levi. Curiosamente, Levi, que deveria ser o progenitor de uma das tribos, no decorrer do contexto histórico, deixaria de ser uma tribo para cuidar do sacerdócio, dando lugar assim, a outras duas meio-tribos que comple-tariam o número final de doze. Mas por que isso aconteceu? É esse motivo que vamos analisar agora.
2.1. Entendendo a questão.
O capítulo de número 34 de Gênesis nos fornece o motivo pelo qual Simeão e Levi são tratados no capítulo de número 49.
2.1.1. Diná, irmã de Simeão.
Voltando, sem muita pressa, para a casa paterna, Jacó fixou residência em Siquém: um grande erro, como descobriu pouco depois. Sua filha Diná (justiça), saiu de casa para ver as filhas da terra, ela teria entre dezesseis e dezoito anos. Era uma temeridade de sua parte, sair desacompanhada para visitar os cananeus, conhecidos pela sua baixa moralidade e idolatria. O poderoso Siquém, o homem mais honrado na cidade, dentre os filhos de Hamor, vendo-a, achando-a atraente, a vio-lentou. Mas, se apaixonando, e desejando casar-se com ela pediu ao seu pai Hamor (como era costume na época) que a pedisse em casamento a Jacó. Ela ficou na casa de Siquém, conforme entendemos no versículo 26.
2.1.2. Começa a revolta.
 Os filhos de Jacó, quando souberam do acontecimento, ficaram furiosos com o ultraje que sua família havia sofrido, o que parece ter sido muito mais importante aos seus olhos do que a imoralidade do ato cometido, que é um pecado diante de Deus, (Gn 34.7). Hamor havia vindo falar com Jacó, mas acabou falando com seus filhos. Ele lhes trouxe uma proposta muito generosa, esperando com isto apagar a desonra feita à irmã deles por seu filho, e formar uma aliança que seria proveitosa para ambos os lados. Siquém havia ido junto com ele, e estava tão apaixonado por Diná, que ofereceu dar o que pedissem como dote para concedê-la como sua esposa. Mas os filhos de Jacó consideraram que o ultraje sofrido tinha que ser vingado e usaram de um ardil para enfraquecer os homens de Siquém a fim de derrotá-los.
2.2. O uso da religião
 Alegando que lhes seria vergonhoso dar sua irmã em casamento a um homem incircunciso, eles declararam que permitiriam o casamento sob uma única condição: que todos os homens de Siquém fossem circuncidados. Para maior incentivo ainda, acrescentaram que depois disso, eles se integrariam com o povo da cidade, e passariam a ser um só povo. Se os filhos de Jacó tivessem sido sinceros, haveria talvez algo de aproveitável em sua proposta: o povo de Deus não podia se misturar com os cananeus idólatras, mas se estes deixassem seus ídolos e passassem a servir o verdadeiro Deus, as barreiras poderiam ser dissipadas. Mas para que isto viesse a ocorrer seria necessária uma transformação completa em seu caráter, não apenas sua submissão a um rito religioso, como a circuncisão. Infelizmente, muitos hoje estão usando a religião e o nome de Jesus para satisfazerem suas próprias necessidades esquecendo que um dia hão de prestar contas ao Senhor, (Rm 14.-10-12).
2.2.1. A verdadeira intenção.
 A intenção de Simeão e os outros filhos de Jacó, porém, era maliciosa, e eles fizeram uso da "religião" como pretexto para levar avante seus desígnios perversos. A proposta agradou a Hamor e Siquém, e este logo se submeteu à operação porque ele realmente amava Diná. Os dois foram à porta da cidade, e convenceram todos os homens a se circuncidarem, dizendo que assim poderiam se casar com o pessoal de Jacó, e que o gado, suas possessões e todos os seus animais passariam a ser deles: A circuncisão a seu ver era apenas um rito religioso, um pequeno preço a pagar por estes benefícios. Os homens se deixaram persuadir, e todos se circuncidaram.
2.3. O massacre.
Simeão e Levi, depois de Rúben, eram os irmãos mais velhos de Diná por parte de sua mãe Lia, e tinham pouco mais de vinte anos de idade. Mas o furor deles era tão grande, que entraram na cidade de surpresa e mataram todos os homens que ali moravam, além de Siquém e seu pai Hamor. Isso foi possível porque todos eles estavam enfraquecidos pela operação a que se haviam sub-metido. Foi, todavia, um massacre bárbaro e traiçoeiro de pessoas, sem qualquer justificativa do ponto de vista humano; os outros filhos de Jácó não tomaram parte na chacina, provavelmente porque não eram tão sanguinários como Simeão e Levi. Diná havia procedido de maneira muito imprudente, talvez contribuindo para o avanço de Siquém, e este realmente a amava e desejava reparar o mal que havia feito a qualquer custo para si, demonstrando honestidade. Mesmo sendo repreendidos por Jacó no verso 30, vemos no verso 31 que a resposta dada por seus filhos não demonstrou qualquer arrependimento. Eles tomaram uma atitude arrogante, e puseram toda a culpa em Siquém por ter abusado da sua irmã.
  
 3. O resultado da vingança.
 

 



 Já que compreendemos bem esta história, estamos prontos para entendermos a profecia feita a Simeão e Levi. “Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel” (Gn 49.7).   Estiveram juntos no mal, mas a profecia feita por Jacó os separaram definitivamente.
3.1. As palavras de Jacó no contexto histórico.
A história nos mostra o cumprimento total desta profecia. Os seus descendentes estariam espalhados no território de Canaã. Não conseguiram estabelecer tribos independentes. Anos mais tarde, quando Moisés realizou o segundo censo em Israel, Simeão se havia convertido na mais fraca de todas as tribos, (Nm 26.14). Na benção de Moisés, Simeão não foi lembrado. Para a tribo de Simeão, não foi designado um território separado como herança, mas ela recebeu uma quantidade de cidades, dentro do território de Judá. As famílias da tribo de Simeão não cresceram muito, e a maioria foi absorvida pela tribo de Judá.
3.2. Levi deixa de ser tribo para assumir o sacerdócio.
A tribo de Levi também não recebeu terra, receberam apenas 48 cidades espalhadas por todo o território de Israel, pelo fato de a tribo de Levi ter tomado uma posição firme ao lado de Deus. Vocês se lembram daquele incidente no Monte Sinai, diante do bezerro de ouro? A única tribo que se uniu a Moisés foi a de Levi. Mas isto não mudou a profecia. Eles continuaram espalhados nas 48 cidades. Porém, por esta postura foi dada a tribo de Levi a tarefa de cuidar dos serviços religiosos do tabernáculo,  (Êx 32.26). Com isso, eles daí em diante deixaram de fazer parte do grupo das 12 tribos formando uma única tribo sacerdotal. A tribo de Levi, por sua fidelidade a Deus, converteu a maldição em uma benção; continuavam espalhados pelo território, mas tinham o privilégio de trabalhar nos serviços sagrados do templo.
3.3. Algumas lições.
O ódio é um sentimento que deve ser banido completamente de nosso coração. A vingança não deve fazer parte de nossa filosofia de vida.  Para os dois irmãos foram ditas a mesma coisa, mas a história final foi completamente diferente. A tribo de Simeão acabou praticamente desaparecendo como organização. A tribo de Levi, por se posicionar na hora de maior crise espiritual ao lado do Senhor, tornou-se uma tribo de muita importância para a nação de Israel.

Conclusão
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (IJo 1.9). Que possamos deixar todo ódio e rancor e vivermos o amor de Cristo para que tomemos parte da herança que nos é dada.

13/10/2012


                           Ruben, águas turbulentas.


Introdução
De acordo com Gênesis 29.32, seu nome deriva-se de dois termos hebraicos que significam “ver” e “filho”. Era o filho mais velho de Jacó e Lia, primeira esposa dele. Nasceu em Padã-Arã. Nesta lição, estudare-mos sobre o primogênito de Jacó. Sua trajetória serviu de estrutura para o destino de sua tribo. E com certeza também nos deixam grandes exemplos para termos uma vida de santidade diante do Senhor. 
. A história de Ruben.
 Ruben era o primogênito dos 12 filhos de Jacó. Sua mãe era a esposa menos favorecida de Jacó, Lia, que chamou o menino de Ruben, “por-que”, segundo ela mesma disse, “Jeová tem olhado para a minha miséria, sendo que agora meu esposo começará a amar-me”, (Gn 29.32;). Em resultado do contínuo favor que Jeová mostrou a sua mãe, Ruben e seus cinco irmãos germanos (Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom) constituíram metade dos cabeças tribais originais de Israel; os outros seis (José, Benjamim, Dã, Naftali, Gade e Aser) eram meio-irmãos de Rubem, (Gn 35.23-26).
1.1. Suas qualidades.
Algumas das boas qualidades de Ruben revelaram-se quando persuadiu seus nove irmãos a lançar José num poço seco, em vez de matá-lo, sendo o objetivo de Ruben retornar em secreto e tirá-lo do poço, (Gn 37.22b). Mais de 20 anos depois, quando estes mesmos irmãos arrazoaram que as acusações de espionagem levantadas contra eles, no Egito, se deviam a terem maltratado José, Ruben lembrou aos demais que ele não tinha participado no complô contra a vida de José, (Gn 42.9-14, 21, 22). Também, quando Jacó se recusou a permitir que Benjamim acompanhasse seus irmãos na segunda viagem ao Egito, foi Ruben quem ofereceu os próprios dois filhos como garantia, dizendo: “Podem ser mortos por ti se [eu] não to trouxer [isto é, Benjamim] de volta”, ( Gn 42.37).
1.2. O primogênito
Como primogênito de Jacó, Ruben gozava naturalmente dos direitos do filho primogênito da família. Como tal, tinha direito de receber duas parcelas dos bens deixados por Jacó, seu pai. A questão, pouco antes da morte de Jacó, quando ele abençoou seus filhos, era: entraria Ruben no gozo desses direitos de primogênito? Também, o patriarca Jacó, como cabeça da família, havia atuado como sacerdote de Jeová para toda a família e oferecido sacrifícios no altar familiar, bem como tinha liderado em orar e dar instrução religiosa. Como pai, agira também como o governador de toda a família e de todos os seus servos, gado e propriedades. Seriam essas responsabilidades repassadas a Ruben? Lembremo-nos de Jesus, que, sendo o primogênito de Deus, (Jo 3.16), cumpriu com todos os seus deveres de filho e ainda nos outorgou o direito de sermos co-herdeiros com Ele, (Rm 8.17).
1.3. Seu erro.
Na benção outorgada a Ruben em Gênesis cap. 49, Jacó recordou algo que o desqualificava e que influía em seus futuros privilégios. Ruben havia desonrado seu pai cometendo imoralidade incestuosa com Bila, concubina de seu pai, serva de Raquel, a esposa amada de Jacó. Isto aconteceu pouco depois de Raquel morrer, ao dar à luz Benjamim. O relato bíblico não revela se Ruben violou Bila, a serva, a fim de impedir que esta tomasse o lugar de Raquel nas afeições de Jacó, tornando-se assim mais favorecida do que Lia, sua mãe, ou se agiu por pura lascívia. O relato diz apenas: “E sucedeu, enquanto Israel residia naquela terra, que Rúben foi uma vez e se deitou com Bila, concubina de seu pai, e Israel soube disso”, (35.22).
1.4. As consequências.
 Rubem não foi repudiado e expulso por causa disso. Foi muitos anos depois, ao abençoar seus filhos, que Jacó disse a Ruben, por inspiração divina: “Não te sobressaias.” Assim, foi despojado de privilégios que, de outra forma, teria como primogênito. Isto porque agira com “impetuosidade leviana como as águas”, ou seja, mostrara-se, que sendo instável como as águas, que de forma turbulenta e impetuosa arrebentam uma represa ou que se precipitam num vale de torrente, Ruben deveria ter exercido domínio próprio. Paulo lembra aos gálatas que, ao contrário da nossa natureza pecaminosa, existem as características do fruto do Espírito Santo no cristão, (Gl 5.22,23). Entre elas encontra-se o domínio próprio.
    2.O período tribal.
 
 O nome Ruben também representa a tribo constituída pelos seus des-cendentes, bem como a terra da sua herança. A tribo de Ruben proveio dos seus quatro filhos, Anoque, Palu, Esrom e Carmi, os cabeças familiares dos rubenitas, ( Gn 46.8, 9; Êx 6.14; 1Cr 5.3). Um ano depois do Êxodo do Egito, Elizur, filho de Sedeur, foi escolhido como maioral para representar a inteira tribo de Ruben, (Nm 1.1, 4, 5; 10.18).

2.1. O censo.
 A tribo de Rubem foi coerentemente uma das menos numerosas entre as 12. Um censo realizado no segundo ano de peregrinação no ermo enumerou 46.500 rubenitas em condições de prestar serviço militar, com 20 anos de idade ou mais. Cerca de 39 anos depois, essa força, que somava então 43.730, era um pouco menor,( Nm 1.2, 3, 20, 21; 26.5-7).

2.2. No acampamento.
No acampamento de Israel, os rubenitas, flanqueados pelos descendentes de Simeão e de Gade, situavam-se do lado Sul do tabernáculo. Quando em marcha, esta divisão de três tribos, encabeçada pela tribo de Ruben, seguia a divisão de três tribos de Judá, Issacar e Zebulom, (Nm 2.10-16; 10.14-20). Esta também foi a ordem em que as tribos fizeram a apresentação de ofertas no dia da inauguração do tabernáculo, (Nm 7.1, 2, 10-47).
2.3. A rebelião.
Quando Coré, o levita, rebelou-se contra Moisés, três rubenitas — Om, filho de Pelete, junto com Datã e Abirão, filhos de Eliabe — aderiram à revolta, acusando Moisés de tentar ‘desempenhar o papel de príncipe’ sobre eles e de não conseguir conduzí-los a uma ‘terra que manava leite e mel’. Nemuel, irmão de Datã e de Abirão, pelo visto não participou na revolta, (Nm 16.1, 12-14; 26.8, 9). Jeová mostrou que a revolta era, na verdade, um desrespeito contra Ele; ele fez com que a terra se abrisse e tragasse vivos os rebeldes e suas famílias, junto com todos os seus pertences.
2.4. A tribo no contexto Bíblico.
 No exército de Davi haviam rubenitas (I Cr 11.42;12.37), e eles foram integrados na estrutura política de Davi (I Cr 26.32;27.16). No reino dividido, os rubenitas foram-se afastando cada vez mais das atividades nacionais, até que o território deles passou ao controle sírio (2Rs 10.32,33). Vestígios da tribo são mencionados como deportados para a Assíria, por Tiglate-Pileser, junta-mente com a tribo de Gade e a meia-tribo de Manassés (I Cr 5.26). O Novo Testamento menciona a tribo de Ruben apenas por uma vez, na enumeração das tribos que serão seladas (Ap. 7.5).
       3. Os rubenitas e suas lições.
 
 Algumas lições podemos extrair da vida de Ruben e posteriormente à sua tribo. Vejamos:

3.1. Os desejos carnais
Por ter tido relação sexual com a concubina de seu pai (Gn 35.22), Ruben perdeu o direito à primogenitura. A palavra severa de Jacó a Ruben o fez desperdiçar sua maior esperança de primogênito, talvez por isso, Jacó o expõe diante de seus irmãos. Um gesto que demonstrou a mágoa de seu pai, e foi horrendo diante dos olhos de Deus, que refletiu sobre a sua descendência. Ruben era o tipo de pessoa que poderia ter tido um futuro promissor nas mãos de Deus, mas que foi vencido pelos desejos carnais, e acabou revelando por que Deus não trabalhou em sua vida. O pecado afastou as excelências dos descendentes de Ruben.
3.2. A advertência de Paulo.
Em Gálatas cap. 5.19-21, Paulo enumera uma lista completa de todos os pecados possíveis que uma pessoa pode cometer. Ele não cita todos os pecados, mas, está simplesmente dando exemplos para ilustrar a diferença entre a pessoa que é governada pelo Espírito e aquela que é uma escrava das paixões carnais. Ele nos desafia a retirar estas coisas de nossas vidas para que possamos viver e andar no Espírito.   Paulo não deixa dúvida em seu comentário final, no versículo 21: “(...) a respeito das quais eu vos declaro como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam". Há uma ligação inegável entre nossa conduta e nossa salvação eterna. A pessoa que não permite ao Espírito mudar totalmente sua vida e remover tal carnalidade não receberá o prêmio de um lar eterno com Deus. Devemos ser transformados de dentro para fora, (Rs 12.1,2).
3.3. A rebelião de Coré.

  O pecado de Coré e os rubenitas que o acompanharam encontram-se às vezes na igreja. Há crentes que não querem submeter-se às autoridades constituídas por Deus. Raciocinam assim: Considerando que todos os crentes são santos e formam um "sacerdócio real" (I Pd 2.9), não é necessário dar atenção aos pastores e a outros líderes. Alguns chegam ao extremo de ignorar a igreja, considerando-a desnecessária e antiquada. O relato da rebelião de Coré jorra luz sobre a maneira pela qual os servos de Deus devem atuar em semelhantes situações. Moisés exortou a Coré e aos seus seguidores advertindo-os de seu erro. Embora Moisés se mostrasse muito humano em sua reação aos líderes intratáveis (Nm 16.15), depois teve pena da congregação rebelde e pro-curou salvá-la do juízo de Deus (Nm 16.42-46).
 conclusão.
De fato, tanto a vida de Ruben, quanto sua tribo nos mostram exemplos a não serem seguidos. A falta de domínio próprio e a rebeldia começam com a falta de contentamento e o ceticismo; passa para as reclamações contra as circunstâncias e contra Deus, depois adquire amargura e ressentimento, seguidos finalmente por rebelião e hostilidade. Vigiemos se estivermos desconten-tes, cépticos, inclinados a reclamar ou a ficar ressentidos: estas atitudes nos levarão a nos rebelar contra Deus e as consequências serão sérias para nós.